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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Ano Novo, nova chance

2017 começou muito bem! Fizemos uma festinha bem VIP só com uns casais bem amigos mesmo. 

Aproveitamos o dia 31 de dezembro com força! Muita praia, muita cerveja! Daquele jeito!!
Viramos o ano na praia, entre amigos, só amor, pulamos ondas, ficamos sozinhos, fizemos promessas de nos amar sempre, independente das barras que enfrentaríamos nessa vida louca.

Seguindo o conselho do meu médico, parei o anticoncepcional no dia primeiro.

No dia 4 fiquei menstruada. Ele me mandou iniciar o Ultrogestan 3 vezes por dia e o Primogyna 2 mg, 2 vezes por dia. Fui umas duas vezes no consultório pra fazer a ultra e marcamos a transferência. Seria um sábado. Na última visita fizemos um procedimento que não me lembro bem o nome, mas era uma raspagem no útero pra deixar tipo uma caminha pros embriões ficarem melhor. Doeu, mas nada demais, foi na clínica mesmo, e me deixou com cólica o resto do dia. 

Organizei tudo em casa, no trabalho, pedi substituição para não ter que dar aula. Contei para o mínimo de pessoas possível, somente o necessário mesmo.

Dia 21/1/17 chegou. Fiz uma promessa com meu marido de que até o dia do beta não iríamos beber uma gota sequer de álcool.


Cheguei à clínica e tomei  um chá de espera. Ao chegar, a energia boa do meu médico tirou toda a ansiedade que eu sentia. Ele me deu um beijo na testa e disse bem confiante: "Dessa vez, vai!" Estávamos todos acreditando muito!

Fui colocar meu avental e fiz uma ultra pra ver a bexiga. Tava cheia demais!hahahah Voltei pra fazer um xixi e enfim fui pra sala para ser preparada pra transferência. Pela primeira vez eu e meu marido fizemos uma oração juntos. Pedimos a Deus que nos ajudasse a aumentar nossa família!

Uma menina muito delicada fez a limpeza da região, porque o ultrogestan fica saindo e deixando tudo melecado de branco.rs As biomédicas estavam empolgadas com nossos lindos embriões de 3 dias, um de 12 e outro de 8 células. 

E lá vem o doutor com seu ritual de entrar com o pé direito na sala, quase morri de rir, já tava tão acostumada com aquela situação que me sentia confortável. Em seguida meu marido lindo entra e se posiciona do meu lado esquerdo, no mesmo lugar de sempre, aperta minha mão com tanta força que parece que vai quebrar meus ossinhos. Do lado direito a Tv do ultrasson mostrando meu útero e a bexiga., a tv da frente mostrando os bebezinhos que entrariam ali.

Fechei os olhos e rezei, rezei muito. As lágrimas escorriam mesmo sem eu querer. Deixaram só eu e meu marido ali naquela salinha por uns bons 20 minutos. Nos amamos com os olhos, nos beijamos, apertamos, rezamos, concebemos nossos filhos. Foi lindo, mágico, intenso.

Das outras vezes eu estava tão nervosa que não curti esse momento. Dessa vez foi diferente. Sentimos a presença de Deus ali, naquele momento.

Depois passamos mais uma horinha no quartinho e fomos liberados.

Fizemos nossa viagem de volta com muito cuidado. Passei o resto do dia na cama, sendo mimada pelo  meu amor.

Mantivemos os remédios, só acrescentamos o AAS infantil, 1 vez ao dia.

Aqui começava a longa espera pelo beta. Seriam os 12 dias mais longos da minha vida.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Segunda FIV, todas as esperanças ali

A primeira FIV foi em abril de 2016. Achamos que iríamos passar o dia das mães comemorando. Mas aí alguma coisa deu errado e não engravidamos.

Viajamos de férias pra Chapada Diamantina, fizemos uma trilha sensacional até o Vale do Pati, revitalizamos as energias nas cachoeiras e depois fomos passar uns dias em Itacaré. Fica mais fácil superar assim, né?



Na verdade, amiguinhas, fivetes, tentantes, ou seja lá como vocês se definem, o importante mesmo nessa fase da sua vida é a relação que você tem com seu marido. Como disse anteriormente, para meu marido esse sempre foi um problema NOSSO, não MEU. Então, cada dor, cada angústia, cada dúvida era nossa. Conversávamos, chorávamos, ríamos, tudo sempre juntos. E nos prometemos que independente de qualquer coisa estaríamos sempre um do lado do outro.

Marcamos nossa próxima tentativa. Seria em julho. Pensamos que passaríamos o dia dos pais comemorando . Dessa vez ia dar certo!

Como já tínhamos embriões congelados, foi bem mais simples e rápido. Tomei alguns medicamentos pro útero se preparar pra receber os bebês. Primogyna e Ultrogestan, meus amiguinhos de sempre.

Chegado o dia, repetimos tudo. Bexiga cheia, salinha de espera, mãozinhas dadas, pé direito antes de entrar na sala, embriões lindos (dessa vez de 5 dias), biomédicas felizes e o Divino Espírito Santo solicitado novamente. Dessa vez senti dor na hora da transferência e já não gostei.

Eu estava menos esperançosa. Mas estava lá. Já tínhamos férias marcadas pra setembro e eu ficava pensando como viajaria pra Indonésia grávida, mas eu viajaria e ponto.

Passados os procedimentos e o descanso, voltamos pra casa. Não dei aula, não treinei, mas durante a espera tive que fazer a mudança do meu estúdio. E fiz. Sobe e desce escada,  carrega um pesinho aqui outro ali. Estresse. Mas enfim, deu tudo certo no estúdio.

Chegou a hora do beta. Meu marido que viu, não tive coragem. Outro negativo. Outro zero.

Outra menstruação. Mas essa atrasou, então fiz outro beta. Não queria acreditar. Era zero mesmo. Meu médico ficou super triste. Nós ficamos super tristes.

Não tinha mais embriões. Teria que começar tudo de novo...

Ainda bem que iríamos pra Indonésia... precisávamos de férias.